
| O portfólio como registro de um trabalho de geometria | |
| Realizado por: | Fernanda Anaia |
| Série na qual o relato se desenvolveu: |
4ª série/5º ano do Ensino Fundamental |
| Data da realização: | 1º semestre de 2006 |
| Objetivo da proposta: | O objetivo deste trabalho era desenvolver a competência espacial dos alunos, o que significava desenvolver a capacidade de transformar objetos dentro do seu ambiente e orientar-se em meio a um mundo de objetos no espaço, perceber o mundo visual com precisão, efetuar transformações sobre as percepções iniciais e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual mesmo na ausência de estímulos físicos relevantes. |
| Estratégias adotadas: | Brincadeiras nas aulas de educação física, montagens na robótica, materiais manipulativos virtuais na informática, montagens com dobradura, apreciação e produção de obras de arte. |
| Introdução: |
Os desafios enfrentados na escola são sempre grandes: lidar com o material didático, estudar para encontrar a melhor forma de trabalhar determinados assuntos, a melhor forma de organizar os materiais produzidos, desenvolver a interdisciplinaridade sempre que possível, avaliar o que o aluno aprendeu e validar todo esse trabalho dentro e fora da instituição de ensino. Esses foram alguns dos desafios por mim encontrados nos anos em que lecionei para alunos de 4ª série/5º ano de uma escola particular em São Bernardo do Campo. Por conta de um incômodo em relação aos processos de avaliação, surgiu o interesse de estudar mais sobre portfólios, o que parecia ser um instrumento interessante para marcar o processo de aprendizagem dos alunos. Porém, era necessário estudar bem e testar esse instrumento antes de torná-lo uma avaliação formal. Foi o que meu grupo de professores decidiu fazer, sob a orientação das assessoras do Mathema, durante os estudos de geometria. Todo o trabalho foi desenvolvido com base em três pressupostos: frequência, resolução de problemas e comunicação. As aulas de geometria que aconteciam esporadicamente, quando aconteciam, passaram a constar nos planejamentos e nas aulas ao menos uma vez por semana. Elas foram planejadas com vista à perspectiva metodológica da resolução de problemas, ou seja, aos alunos eram propostas situações nas quais eles eram levados a refletir sobre seus conhecimentos já construídos e desafiados a estabelecer novas relações para resolver os problemas propostos. Para marcar todo esse percurso, os registros aconteciam oralmente, por escrito ou em forma de desenho, levando-os a organizar seus pensamentos e ações, tanto na hora do registro quanto na da socialização, momento em que deviam comunicar suas aprendizagens aos colegas. |
| Descrição da proposta: | 1ª Etapa
Começamos pela retomada do conceito de giro, aprendido na série anterior, partindo de uma brincadeira que ficou conhecida como ”corrida de comandos”. Os alunos disputavam em duplas uma corrida na qual um participante da dupla era vendado e deveria seguir adiante orientando-se pelos comandos do colega não vendado, que ditava os passos e os giros a serem dados para desviar dos obstáculos do percurso até a chegada no ponto final. Em sala, os alunos registraram e socializaram seus registros. 2ª Etapa 3ª Etapa
5ª Etapa 6ª Etapa
8ª Etapa |
| Avaliação: |
Ao término de cada etapa ou atividade, os alunos eram reunidos para uma roda de conversa na qual tinham a oportunidade de expressar suas percepções e aprendizagens. Alguns desses momentos ficavam registrados por escrito, outros em forma de desenho, e assim era possível identificar as relações por eles estabelecidas. O exercício de organizar os registros no portfólio e voltar vez ou outra ao material para retomar suas aprendizagens proporcionou aos alunos autonomia no próprio processo de construção do conhecimento. |
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Essa experiência me fez perceber como um processo muito mais divertido e dinâmico tornou a aprendizagem significativa de fato, e o portfólio revelou muito mais as dúvidas e as aprendizagens dos alunos do que provas estanques e limitadas em seu tempo de execução. O portfólio ainda não se tornou a avaliação formal da instituição. Seria preciso aprofundar-me nesse estudo para pensar em como a avaliação por portfólio entraria nas outras disciplinas e os critérios que deveriam ser levados em conta. Seria um trabalho mais amplo do que a experiência aqui relatada, mas serviu para que eu pudesse olhar de outra forma para cada aluno em relação às suas aprendizagens. |
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| Para saber mais: | O conceito de ângulo e o ensino de geometria Maria Ignez Diniz e Kátia Stocco Smole Manual de portfólio – um guia passo a passo para o professor Avaliando competências através de portfólios |