Desde sempre o jogo fez parte da vida do
Homem. O mais antigo que se conhece foi encontrado na sepultura
de um rei babilônico, morto cerca de 2600 anos antes de
Cristo. Lá estão o tabuleiro, as peças e
os dados. Infelizmente, não incluíram as regras,
motivo pelo qual não podemos saber como se jogava.
Os jogos, para além da componente competitiva, funcionam
como modelos de situações reais ou imaginárias.
Há jogos dos mais variados tipos, desde os de simples
azar (dados e loterias) até os de mais sofisticadas estratégias
como o xadrez. Muitos deles podem ser estudados do ponto de vista
matemático, e outros têm regras que "obrigam"
os jogadores a fazer raciocínios do tipo lógico
- matemático.
Consideramos que o jogo propicia situações que, podendo ser comparadas a problemas, exigem soluções vivas, originais, rápidas. Nesse processo, o planejamento, a busca por melhores jogadas, a utilização de conhecimentos adquiridos anteriormente propiciam a aquisição de novas idéias, novos conhecimentos, habilidades e atitudes. Investigação, tentativa e erro, levantamento e checagem de hipóteses são algumas das habilidades de raciocínio lógico que estão envolvidas no processo de jogar.
Dentre todos os jogos que podemos utilizar,
escolhemos aqueles que têm os significados propostos em
Kamii (1991) e Krulik (1993):
Ao utilizar um jogo com os alunos você
não deve realiza-lo uma vez apenas, mas jogar algumas
vezes, uma vez por semana, pelo menos durante um mês. Esse
procedimento permite que os alunos se apropriem do jogo, de suas
regras e dos conhecimentos matemáticos nele envolvidos.
Algumas vezes, após o jogo, é interessante também
propor algum tipo de registro sobre o jogo.