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Lançamento Saber Matemática
Mathema lança Saber Matemática pela FTD, coleção inovadora de didáticos
para o Ensino Fundamental I

Coleção parte do princípio de que toda criança pode aprender Matemática. Incorporando estratégias como os jogos e brincadeiras, busca tornar os alunos escritores e leitores dessa linguagem. Recebida com entusiasmo, a obra mal saiu do prelo e já é adotada por importantes escolas de São Paulo

A necessidade de renovação das práticas de ensino da Matemática está cada vez mais presente entre os educadores e as escolas brasileiras. Prova disso é a grande receptividade a novas propostas como a que agora chega pela FTD – a Saber Matemática, coleção de livros didáticos para os cinco primeiros anos do Ensino Fundamental, assinados pelas pesquisadoras Kátia Cristina Stocco Smole e Maria Ignez Dinis, ambas do Instituto Mathema, de São Paulo, e pelo professor Vlademir Marin.

Não é para menos. O que pensar de uma coleção de Matemática fundada em uma década de estudos, que reúne jogos, brincadeiras, propõe a leitura e a produção de textos (da poesia aos quadrinhos), interliga a Matemática com a Arte, prevê o uso da tecnologia, estimula o cálculo mental e o tempo de trabalho em casa, e deixa para trás discussões estéreis como o uso ou não da calculadora?

Segundo as autoras, a Saber Matemática reflete as demandas dos educadores, mas também se baseia no conhecimento da realidade das crianças, das escolas e das deficiências no ensino dessa ciência. O Brasil vem ocupando as últimas posições em avaliações internacionais, como a realizada pelo PISA. “O princípio fundamental da coleção é que a convicção absoluta de que todas as crianças são capazes de aprender matemática”, enfatiza Kátia Smole, uma das autoras.

Entre os diferenciais trazidos está a forma de apresentação dos conteúdos nas nove unidades de cada livro, permitindo que os alunos aprendam os conceitos de matemática de forma integrada, estabeleçam relações entre diferentes noções e conceitos e desenvolvam formas diversas de pensar. Os conteúdos podem ser apresentados a partir de um jogo, de uma brincadeira, de uma obra de arte, de um problema ou de uma pesquisa. A variedade de abordagens permite o desenvolvimento de múltiplas habilidades pelos alunos, além de favorecer os diferentes ritmos de aprendizagem da classe.

Outro dos pontos altos desta coleção é uma das marcas do Instituto Mathema e uma das especialidades das autoras: trata-se do uso de jogos e brincadeiras, inclusive as da tradição oral (como a amarelinha, o salto, a roda, etc). Propostos ao longo dos cinco volumes, os jogos e as brincadeiras são parte integrante da coleção, sempre como estratégias para as crianças compreendam noções e conceitos, aprendam a trabalhar em grupo, justificar pontos de vista, entre outros desenvolvimentos. Esses recursos aparecem para introduzir um tema, propiciar um contexto de resolução de problemas ou retomar conceitos já explorados.

Leitores e escritores em Matemática
Uma das principais preocupações da Saber Matemática é a formação do leitor e escritor em matemática. Dentro da concepção das autoras, a produção de texto pode ser uma aliada no processo de alfabetização dos alunos e de formação de um leitor e escritor em matemática.

Para que isso ocorra, a Coleção utiliza diferentes recursos, como textos para serem lidos com e pelo aluno e a apresentação cuidadosa dos conceitos. Desde cedo, os alunos verão o livro não apenas como um repertório de exercícios e problemas, mas especialmente como um recurso para buscar informações, para tirar dúvidas e para aprender coisas novas. Assim, paulatinamente, as crianças se apropriam das características do texto matemático e compreendem o sentido de definições, de modo que o domínio da linguagem matemática favoreça uma aprendizagem cada vez mais autônoma.

Por isso, não deve surpreender o fato de a Coleção trazer diferentes tipos de textos – entre eles, poemas, receitas e histórias em quadrinhos. Os alunos não apenas serão convidados a ler, mas também devem produzir textos, sempre no sentido de organizar suas descobertas, encontrar soluções a partir dos conceitos de Matemática.

Vale lembrar, também, que todas as relações do mundo dos números com outras áreas do conhecimento são valorizadas, por exemplo, a que se refere à arte. Os livros propõem atividades para que o aluno conheça arte pela Matemática e a Matemática pela arte, relacionadas especialmente com as propostas de espaço e forma. Os alunos apreciam esculturas, pinturas, arte popular, pinturas étnicas (de origem africana ou indígena) entre outras manifestações, e outras vezes são convidados a produzir sua própria arte.
 Do mesmo modo, o uso das ferramentas da tecnologia está integrado às atividades. A nova coleção incorpora situações nas quais esse recurso é utilizado para pesquisa, resolução de problemas, jogos, atividades de geometria, produção de textos, construção de gráficos e tabelas.

É importante lembrar, contudo, que a riqueza de abordagens não significa que os estudantes tenham de se dedicar menos ou que simplesmente vão aprender brincando. Ao contrário, a Coleção se preocupa também com a formação de hábitos de estudo e de aprendizagem. A lição de casa é uma constante, concebida para servir como extensão ou aprofundamento de estudos.

Por fim, a Coleção Saber Matemática estimula o trabalho com os procedimentos de cálculo. Ao longo dos estudos desenvolvidos, as autoras perceberam a importância de que os alunos desenvolvam tanto estratégias pessoais de cálculo, quanto fazerem cálculos aproximados, calcularem com técnicas convencionais, resolverem contas usando a calculadora, cálculo mental etc. Mais do que isso, as autoras enfatizam a importância de que os alunos saibam como decidir que tipo de cálculo realizar, com qual recurso, em função do problema que têm para resolver. Por isso, nessa coleção, são propostas situações diversas de cálculo. Há, inclusive, uma seção especial de cálculo mental e outra que prevê o uso da calculadora – o que representa um avanço para as discussões que freqüentemente se limitam ao uso ou não desses instrumentos.