
No ano passado, a professora catarinense Andréia Klitzke teve uma grata surpresa. Entre mais de 4.000 inscritos, foi ela uma das 10 escolhidas para receber o Prêmio Educadora Nota 10, da Fundação Victor Civita. Sentiu muito orgulho e, sobretudo, lembrou-se de sua história – o início tardio da carreira, as crises de choro pelo medo de dar as primeiras aulas, o processo transformador de formação continuada. Andréia não esquece, também, que o Mathema fez parte de sua trajetória.
Afinal, desde 2004, como professora polivalente da rede municipal de Joinville (Santa Catarina), onde leciona para os 4º e 5º anos, Andréia participou de cursos e assessorias realizadas pelo Grupo. “Sempre aplico as atividades do Mathema em sala de aula”, conta.
Seu primeiro contato com o Mathema, há seis anos, foi especial. “Passei a ver a Matemática de forma diferente”, lembra. A partir daí, conseguiu entender melhor o raciocínio das crianças, aprendeu a analisar e a respeitar as diferentes estratégias de resolução de problemas e a deixar que a criança expresse seu pensamento matemático. Desde então, ela já passou por sete cursos de capacitação, sendo cinco na área da Matemática.
Em 2007, foi a vez de uma renovadora capacitação em Geometria, que contribuiu muito para seu trabalho, recorda. “Até então, o trabalho com Geometria na escola se restringia a nomear algumas formas geométricas planas e alguns sólidos; não se trabalhava as diferenças, semelhanças, propriedades, relação com objetos do cotidiano”, diz.
Em 2008, Andréia iniciou o desenvolvimento do trabalho que levou ao Prêmio Educador Nota 10. Foi o projeto A noção de ângulo como giro. Da primeira vez em que inscreveu seu projeto, faltaram registros, e não obteve sucesso. No ano seguinte, contudo, Andréia não apenas registrou passo a passo a evolução dos alunos, como criou o blog http://andreia-klitzke.blog.uol.com.br/.
Conforme os selecionadores, seu trabalho teve dois méritos fundamentais: a sequência didática que auxiliou os estudantes a realmente aprender o conteúdo e a forma como conseguiu flexibilizar os conceitos para duas crianças de inclusão. “A comissão julgadora gostou muito da forma como abordei os conteúdos, fazendo com que os alunos resolvessem situações-problema, demonstrando como pensaram para resolvê-las, usando para isso, a oralidade, o registro escrito e desenhos”, explica.
Com o prêmio, agora, a professora Andréia se sente mais leve, e deixou toda a insegurança para trás. “Este prêmio resgata a dignidade do professor”, diz.
A partir deste dia 7 de maio, sexta-feira, a cidade de São Bernardo do Campo recebe um importante estímulo para o ensino da Matemática: será inaugurada na Avenida Antártico, 494 – sala 11, a primeira Mathemoteca – Espaço de Aprendizagem Lúdica em Matemática.
A Mathemoteca é um ambiente de aprendizagem completo, cujo objetivo é proporcionar ao aluno de Ensino Fundamental a possibilidade de aprender matemática de forma significativa e lúdica, a partir de jogos, materiais manipulativos e situações-problema. A partir dessa proposta, as crianças podem reencontrar o prazer de aprender matemática e assim superar, ao longo do tempo, dificuldades originadas por modelos estanques e restritos do ensino dessa disciplina.
Criado em 2009, o projeto evoluiu para um modelo de franquias, que permitirá ao professor interessado ter seu próprio centro de ensino.
Cada Mathemoteca conta com materiais manipulativos e jogos, com mais de 30 itens e 400 atividades. Compõe ainda o espaço uma problemoteca, coletânea exclusiva de 200 problemas não convencionais, bem como um caderno do professor e fichas dos alunos, que têm acesso ainda a um ambiente virtual exclusivo.
O maior objetivo da Mathemoteca é tornar os alunos bons resolvedores de problemas, formando pessoas confiantes em suas habilidades de pensar, que não recuam no enfrentamento de situações novas e buscam informações para resolvê-las.
Para isso, os professores franqueados recebem não apenas materiais específicos para seu trabalho, como também suporte e formação continuada do Grupo Mathema, uma instituição de pesquisa e formação bastante conhecida respeitada dos educadores. Saiba mais pelo site www.mathemoteca.com.br.
O Grupo Mathema estará na maior feira educacional brasileira, a Educar, entre os dias 12 e 15 de maio. Com um estande no local, o Grupo vai apresentar, pela primeira vez, duas propostas diferenciadas: o Projeto Ciranda e a Mathemoteca – Espaço de Aprendizagem Lúdica em Matemática.
Trata-se de uma oportunidade única para quem deseja conhecer melhor o trabalho do Grupo Mathema e seus novos projetos. Ao mesmo tempo, é uma excelente ocasião para conversar com a direção e os coordenadores do Grupo, que estarão lá para receber convidados de secretarias municipais da Educação, diretores e coordenadores.
Não deixe de nos visitar. O Mathema disponibilizará convites para a Feira Educar. Para que possa atender os visitantes da melhor maneira possível, a equipe pede que seja agendado um horário pelo telefone 11 5548-6912.
No último dia 24 de abril, a equipe do Mathema e as alunas da pós-graduação realizada em parceria com a UNIFRAN receberam um convidado especial: o professor-doutor Dario Fiorentini, que realizou a palestra Pesquisa colaborativa para a melhoria da prática de ensinar e aprender matemática no Ensino Fundamental.
O tema escolhido é objeto de estudos do Grupo, atualmente. Após a palestra, que aconteceu pela manhã, o professor ainda participou da banca de duas defesas de trabalhos produzidos pelas alunas da turma 1, que estão concluindo o curso.
A aluna Liane Geyer Pogetti apresentou o estudo “Da crença na resolução de problemas ancorada na reprodução (aplicação) de modelos à crença na resolução de problemas ancorada no compartilhamento de saberes: um modelo de formação continuada dos professores pode colaborar nesse processo?”
Já a pós-graduanda Adriana Alonso Gonçalves expôs o trabalho “Avaliação da resolução de problemas numéricos: valores e concepções de professores de 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental”.
Outras monografias foram apresentadas, sempre com a presença de renomados professores convidados nas bancas.
Lino de Macedo, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, assistiu à apresentação dos trabalhos “Problematizando as brincadeiras e aprendendo conceitos matemáticos nas propostas de ensino da educação infantil”, de Maria Beatriz Brito Rossetti, e “A importância das problematizações nas situações de jogos para desenvolver conceitos matemáticos”, de Roberta Bastos Santana Ganan. Já Miriam Celeste Martins, da Universidade Mackenzie, analisou “Arte e Matemática: possíveis aproximações por meio da resolução de problemas”, escrita por Ayni Shih.
Em breve, as monografias completas poderão ser acessadas no site da UNIFRAN e também do Mathema. Aguardem!