Mathemoteca para Educação Infantil

Já está disponível para os interessados a versão da Mathemoteca desenvolvida especificamente para o trabalho com o ensino de Matemática na Educação Infantil.

A Mathemoteca consiste em um ambiente exclusivo de aprendizagem para o ensino da Matemática, com mais de 170 jogos, atividades, fichas e outros materiais pedagógicos, integrados em um projeto articulado de ensino de Matemática, com formação continuada e suporte técnico.

Saiba mais no site www.mathemoteca.com.br.

Site do Mathema traz novos artigos e relatos

O portal do Grupo Mathema foi concebido para ser um instrumento de interação com o professor, com artigos, atividades para serem realizadas com alunos, indicação de leituras, discussões e agora também espaço para o relato de experiências.

Estão disponíveis no site, na Seção Reflexões, mais dois artigos novos produzidos pela equipe: Comunidade virtual: a criação de um curso on-line e a aprendizagem colaborativa (Katia Stocco Smole, Neide Pessoa e Patrícia Cândido) e Refletindo sobre alguns aspectos do processo de  resolver problemas (Cristiane A. Ishihara, Kátia Stocco Smole, Mila Taunay  e Patrícia Cândido). O site terá, em breve, também, espaço para que os professores relatem suas próprias experiências com novas propostas do ensino de Matemática.

A escola aprendente: quando e como contar com uma assessoria externa


Foto: Arquivo Mathema

Por Katia Smole

Já foi o tempo em que se considerava qualquer pessoa preparada para exercer as suas funções profissionais apenas com a conclusão da formação universitária. A necessidade de acompanhar os rápidos, e por vezes complexos, avanços sociais e tecnológicos fizeram com que a atualização e o estudo passassem a ser parte de uma formação profissional permanente.

Com os profissionais da educação não é diferente, já que eles estão imersos em um cenário cada vez mais exigente no que diz respeito à qualidade de sua atuação, da responsabilidade social de formar bem os alunos, de ter conhecimentos diversos que vão além daqueles específicos das disciplinas.

Os conhecimentos da educação, da psicologia, da neurologia, das tecnologias da inteligência, enfim, fazem cada vez mais parte da profissão de educador. Daí a necessidade de estudar sempre e atualizar-se para ter inclusive elementos de crítica a uma avalanche de informações à qual os educadores são submetidos sempre. Alie-se a isso o fato de que o educador não se faz na universidade apenas. Ele se forma em processo, um pouco a cada dia, em cada uma das instituições na qual trabalha.

Nossa experiência com formação continuada de professores tem nos mostrado que sintonizadas com esse movimento de formação permanente, cada vez mais as instituições públicas e particulares de educação  buscam ampliar as possibilidades de formação para os educadores que nelas atuam.

Os fatores que geram essa busca são diversos, mas entre eles destaca-se a intenção de que os resultados da aprendizagem dos alunos sejam cada vez melhores. A escola ou instituição que organiza espaços de estudo e reflexão para os educadores no fundo aposta que os resultados dos alunos, entre outras coisas, deriva de uma melhor qualidade de trabalho para todos, o que inclui entre outras coisas, formação continuada dos docentes que favoreça a reflexão por meio do trabalho coletivo, a elaboração de um projeto institucional seja em uma área especifica do conhecimento (como Matemática por exemplo) ou em um tema mais abrangente como são os de currículo e avaliação.

De modo geral, uma instituição que deseja  uma formação continuada para os docentes pode ser considerada uma organização aprendente, na qual se considera que todos aprendem sempre e juntos, não apenas os alunos. Essa instituição procura grupos ou pessoas para realizar as formações em função das necessidades sentidas pelo grupo docente, dos pressupostos que regem seu projeto pedagógico ou das demandas percebidas em relação às aprendizagens dos alunos.

Achada a equipe ou a pessoa que atenda as necessidades de formação o passo seguinte é estabelecer um diálogo entre todos os envolvidos na formação para o levantamento de um índice comum de trabalho, uma vez que a proposta a ser desenvolvida pelo formador precisa coincidir com as intenções da escola e de seus educadores. Daí para frente, o desenvolvimento do projeto passa a ser um diálogo permanente entre ambos. Isso não garante que tudo ocorra sem problemas, mas, sem dúvida, é fundamental para que as ações de formação sejam bem-sucedidas.