
A coordenadora geral do Mathema, Katia Smole, é uma das conferencistas convidadas do 16º Congresso Educador, que acontecerá entre os dias 13 e 16 de maio, no ExpoCenter Norte, em São Paulo.
A palestra está marcada para o dia 14 de maio, às 16h30. Kátia apresentará o tema Matemática e Resolução de Problemas, uma das principais áreas de pesquisa do Grupo Mathema, abordando as contribuições recentes dos estudos da ciência cognitiva e da educação matemática para a construção de novos sentidos para a resolução de problemas nas aulas de matemática.
Essa será, portanto, uma excelente oportunidade de formação continuada para quem se interessa pela área, bem como uma forma de conhecer melhor essa abordagem. Informações sobre inscrições podem ser encontradas no site do Congresso Educador (www. educador.com.br).
Um levantamento feito pela imprensa de São Paulo colocou a escola Estadual Luís Arroba Martins em evidência. Afinal, os resultados obtidos pelos alunos da 4ª série foram os melhores entre todas as escolas públicas paulistanas. Para a diretora Aparecida Deise de Almeida Wakim Tannous, o bom desempenho dos alunos certamente se relaciona ao trabalho que foi desenvolvido em 2008 pelo Mathema, viabilizado pela organização Parceiros da Educação.
A escola vinha de uma realidade difícil. No primeiro Saresp, em 2005, quase a totalidade dos alunos da 4ª série foi classificada nos dois primeiros níveis dos quatro estabelecidos pelo exame (abaixo do básico, básico, adequado e avançado). Em 2008, a situação se inverteu, e a maior parte dos estudantes se posicionaram nos níveis adequado e avançado.
Para a diretora Deise, o trabalho com o Mathema, realizado entre os meses de abril e agosto de 2008, foi muito importante. “O eixo escolhido do trabalho foi muito produtivo, especialmente pela proposta de focar a atenção em Números e Operações”, conta. Uma das dificuldades apresentadas pelos professores, segundo a diretora, era a dificuldade de fazer a transição entre o concreto e o abstrato. “Percebemos que a nossa pergunta é que estava errada, pois ao trabalhar com estratégias e aprendendo sobre determinados conceitos de Matemática, vimos que essa passagem acontecia de forma natural”, exemplifica a diretora.
Para ela, a forma pela qual se estruturou a capacitação também contribuiu. “O fato de o Mathema ter vindo à escola e atendido ao interesse do próprio grupo, em nossa casa, fez com que os professores se sentissem acolhidos e à vontade para se expor”, diz.
Neste depoimento, a diretora do Centro Pedagógico do Colégio Visconde de Porto Seguro apresenta sua visão do trabalho de formação continuada desenvolvido pelo Mathema.
O Colégio Visconde de Porto Seguro buscou uma assessoria em Matemática como parte do Programa de Formação Docente Continuada que caracteriza sua proposta educacional.
O Centro Pedagógico atua, há 11 anos, em duas vertentes: na integração (entre Unidades, níveis e áreas) e na formação profissional.
Por que Matemática? Porque Matemática e Língua Portuguesa desenvolvem competências transversais a todo conhecimento: o raciocínio lógico e a leitura e escrita. Essas duas áreas são os principais focos de formação.
Temos alguns indicadores importantes para avaliar a assessoria pedagógica. No caso da Matemática, após oito anos de trabalho ininterrupto com os diferentes níveis, podemos apontar os que se seguem.
Os professores mudam sua prática pouco a pouco e de maneira fundamentada. Primeiro se dá uma mudança de discurso. Tornam-se jargões palavras e expressões como “respeitar o raciocínio, incentivar múltiplas respostas, aprendizagem significativa, fazer da prova mais um momento de aprendizagem, fazer levantamento de conhecimentos prévios”...
Só progressivamente as falas vão-se tornando ações didáticas. Tornam-se mais freqüentes expressões como “instaurar o Painel de Soluções, aproveitar situações reais para desenvolver estratégias de resolução de problemas, criar situações-problema diversificadas, trabalhar os quatro eixos da Matemática, utilizar jogos com objetivos claros, utilizar provas em modalidades abertas, que focam a aprendizagem e não a medida, ensinar os alunos a identificar as próprias dificuldades, trabalhar com a linguagem em Matemática”...
Os alunos mudam sua relação com a disciplina. O “bicho-papão” da Matemática desaparece, o aproveitamento melhora como um todo. Mudam, também, as relações entre o aluno e seu professor de Matemática. Os alunos passam a ver no docente uma pessoa interessada, de fato, em sua aprendizagem (processo) e não em suas notas (resultado).
Por fim, há uma integração vertical no currículo de Matemática, da Educação Infantil ao Ensino Médio, em função das intervenções nos planejamentos.