
| A autonomia que eu desejo ou o desejo da autonomia | |
| Cristiane Akemi Ishihara - Coordenadora do NIF - Mathema de São Paulo | |
| Esse texto foi uma reflexão a partir da
pergunta: Quais são os limites que impedem a autonomia que eu desejo ter? |
Responder
a questão que foi colocada implica pensar qual a autonomia
desejo ter, logicamente, pareço estar correta. Mas não
é o que geralmente fazemos. Não estamos acostumados
a pensar em qual autonomia desejamos, por outro lado, comumente
apontamos com facilidade os limites da instituição,
dos colegas e os nossos também. Considero que um dos fatores que nos leva a não pensarmos na autonomia é o de justamente só conhecermos os limites como limitantes do trabalho e não como obstáculos a serem superados. As nossas falhas podem ser impedimentos para desejar de verdade a autonomia, que traria mais responsabilidade. Analogamente, acredito que as escolas, personificadas pelas pessoas que nela trabalham, assumindo tantos limites (limitantes) receiam e talvez não queiram autonomia. É como se houvesse um pacto oculto entre todos. Professores, alunos e funcionários acostumam-se a seguir regras, padrões e convenções. Desta forma, correm-se poucos riscos de ultrapassar limites, mantendo-se o acordo: professores ficam na linha, fazendo seus trabalhos e a administração cumpre sua parte, não interferindo no trabalho feito na escola. Creio que a superação dos limites e, em decorrência, o desejo da autonomia passe pela reflexão. E esta começa pelo que estamos tentando fazer agora, aqui. Para que haja a reflexão e a re-significação do trabalho dos professores é preciso políticas educativas que desejem também acabar com o pacto oculto que mencionei. |