Reflexão pessoal sobre qual a relação
entre
avaliação e planejamento no
âmbito do professor como planejador. |
Acredito que ao pensar em planejamento
o professor deve se perguntar:
- Por onde começar?
- Quem são meus alunos?
- Desejam aprender? Resistem? São
indiferentes?
- Como vou conseguir criar um bom
vínculo com eles?
Todo plano exige conhecer e saber mais
sobre os alunos com os quais se vai estar durante um certo período.
Ao professor cabe pensar sobre quais estratégias elaborar
para conhecer seus alunos, seu repertório, de tal forma,
que possa olha-los melhor e mais cuidadosamente.
Tendo as pistas do repertório dos seus alunos o professor
poderá orientar seu trabalho, que já nasce cheio
de desejos, expectativas, intenções, inquietações,
inseguranças e saberes.
Esses saberes foram construídos a partir da história
de vida de cada um, estão carregados das diferentes leituras
e estudos de textos, experiências como professor e aluno,
grupos de amigos e família, local onde viveu e aprendeu.
Nesse contato com os diferentes saberes e com a realidade da
escola, o professor pode sofrer choques e querer desistir dos
seus planos, ou melhor, dos seus sonhos e desejos.
Se desistir, ele terá como opção cumprir
atividades em datas marcadas, mas se não desistir, poderá
começar a planejar nos limites que a realidade lhe impõe,
com a possibilidade de reconstruir o seu sonho.
Reconstruir o sonho é poder planejar as atividades com
significado para os seus alunos, levando em consideração
conteúdos da matéria, do sujeito e as relações
do grupo. Dessa forma, não existe planejamento sem avaliação,
é somente a partir dela que o professor pode planejar.
O planejamento organiza, orienta, delimita os caminhos a serem
seguidos, mas sempre guiados pela avaliação feita
do aluno, do professor, do espaço e do grupo. Ele ajuda
o professor a ensinar e o aluno a aprender, mas nunca está
pronto do começo ao fim.
O que ele contém são hipóteses de encaminhamentos,
com objetivos especificados, atividades, espaço, tempo
e material necessário.
Ao avaliar o produto conquistado a partir desses encaminhamentos,
o professor deve refletir e pensar sobre o que foi adequado,
o que precisa ser mudado e replanejar a sua ação.
Olhando para esse pequeno texto vejo, como diz Gimeno Sacristán
que apesar da avaliação ser uma exigência
institucional, o modo de realiza-la e seu conteúdo ficam
totalmente nas mãos do professor.
No entanto, o professor não tem consciência de que
mesmo em um âmbito fechado, como a escola, ele pode ter
autonomia e tem para tomar decisões como as descritas
anteriormente e até mesmo pensar sobre o que é
que vale nota, o que é essencial, quando avaliar e outros.
Acredito que o uso que se fará da avaliação
e do planejamento, e as relações que se possa estabelecer
entre os dois estarão sempre fortemente ligados à
formação do professor e a concepção
de ensino aprendizagem, que o professor deve sondar para
conhecer o seu aluno professor e auxilia-lo.
Só dá para pensar nesse tipo de plano quando tenho
o modelo de avaliação formativa.
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