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que é avaliar atitudes? Como se faz isso? Para que se faz isso? |
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| Cristiane Chica - Coordenadora do NUTEC - Mathema de São Paulo | |
| Se entendemos
que em nosso oficio de educadores, o processo de ensino-aprendizagem
é sempre mediado e tem foco no conteúdo, não
só da matéria, mas também do sujeito, passaremos
a tratar esses conteúdos na avaliação dando
aos dois a mesma importância, porque sabemos que eles não
estão dissociados, um depende do outro. Se sabemos que temos em mãos sujeitos que são atuantes, seres pensantes, protagonistas do seu processo de aprendizagem, que constróem conhecimento na relação com o outro, nos conflitos, na troca, na busca incessante do amor e do ódio, não ignoraremos que um olhar apurado para as atitudes deverá estar presente, faz parte destes seres. Se elegemos a observação como instrumento metodológico eficaz, que nos permite avaliar, diagnosticar para então encaminhar, temos que assumi-las e aí possibilitar situações que serão observadas sistematicamente, com pauta, e nasce aqui a necessidade do registro, da marca, que individualiza, que respeita a história, a cultura, o tempo e ritmo de cada um, que busca a homogeneidade, mas nas diferenças, no heterogêneo, busca aceitar o outro legitimamente. Se almejamos avaliar para incluir, avaliar para conhecer e ajudar, avaliar para refletir, interpretar e encaminhar é imprescindível criar um clima de confiança e cumplicidade, onde o respeito mútuo, de colaboração e cooperação estejam presentes, aí estabelece-se o vínculo que une e cola, é transparente e sensato. Se acreditamos que a ética dentro da escola se faz com AÇÕES e que exige a presença de um MODELO COERENTE, que planeja e tem clareza do que é necessário ao sujeito para que ele possa adquirir uma postura positiva frente ao conhecimento, então estamos optando por uma avaliação mais formativa. Se não abrimos mão de socializar, compartilhar, dividir responsabilidades, exercer o ato puro e simples da liberdade com nossos alunos, estamos com certeza estendendo a mão a uma avaliação de convivência, a uma reflexão compartilhada que gera o crescimento individual e grupal. Se, enfim, conseguimos fazer da sala de aula, um espaço de INTERAÇÃO, onde se leve em conta acima de tudo a DIGNIDADE HUMANA, o desejo de aprender com o outro, tornando-o co-responsável da conveniência de certas atitudes ou não, vemos logo que NÃO faz sentido algum querer atribuir notas, tirar um ponto da média, achando que podemos e devemos moldá-los segundo um estereótipo idealizado, O QUE QUEREMOS acima de tudo são sujeitos envolvidos, interessados, curiosos, onde O DESEJO DO SABOR DE SABER GERE ALEGRIA E PRAZER. O senhor mire e veja, o importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas. Mas que elas vão sempre mudando: afinam ou desafinam. Verdade maior foi o que a vida me ensinou. Guimarães Rosa |