
| A luz começa a brilhar | |
| Cristiane Chica - Coordenadora do NUTEC - Mathema de São Paulo | |
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Avaliação,
quanta coisa a fazer, quanta coisa a remover, quanto a pensar. A máquina compressora que vai em busca do nivelamento, do achatamento, vidas e prazeres, angústia e insegurança, resistência e abertura, satisfação e frustração, poder e descontrole, encontros e desencontros, afinal qual é a face da moeda, em busca do que estamos, que satisfação é essa? É tensão ficar, mas é tensão arriscar, por um lado tenho o alicerce, no outro a corda bamba, é difícil, é arriscado, é audacioso, mas só os corajosos podem tentar. Depende em busca do que do que você está, liberdade, não sei acho que estamos sempre insatisfeitas. Enquanto isso o que o aluno deve fazer? Qual jogo jogar? Aquele do conflito, onde o professor controla e o aluno se defende fingindo, trapaceando, seduzindo, no qual a chave da relação, do segredo, está na nota ou desejamos o jogo da cooperação, onde o desejo de aprender está borbulhando nos olhares, na inquietação, onde o professor concilia diagnosticando, encaminhando e, no qual a chave da relação, do segredo, está na aprendizagem. Será que as vezes não misturamos ou embaralhamos o jogo, não jogamos nem um nem outro, ou jogamos os dois? E essa tal vontade? Falta de desejo? Jamais, isso não! Ah, mas se separarmos o desejo da compreensão, a matamos, sem projeto, sem desejo, adoecemos, nos entregamos! Mas como fazer, no que mexer? A forma, a didática é um dos caminhos, mas as práticas e instrumentos didáticos necessitam ainda de um grande investimento, é preciso uma regulação interativa, que aconteça no processo. A máquina compressora, o jogo, o como? Não sei qual doeu mais, qual martelou mais, mas há uma luz que brilha lá no íntimo, em cima de nós, é nela que queremos tocar. Será? |
| Referências bibliográficas |
Abrantes, Paulo. Perrenoud, Philippe. Smole, Kátia C. S. |